Review | CORAÇÃO DE FERRO: Um nome que assombra o MCU… em uma série que talvez já esteja sendo esquecida.

Estreou nesta semana no Disney Plus a minissérie Coração de Ferro, ou Ironheart pros íntimos. A décima quarta série de televisão do Universo Cinematográfico Marvel (UCM) chega com produção executiva de Ryan Coogler, muito ligado ao universo de Wakanda.

Ambientada após os eventos de Pantera Negra: Wakanda Para Sempre (2022), Coração de Ferro marca o encerramento da Fase 5 do MCU e chega com uma proposta ousada: colocar a tecnologia frente a frente com a magia.

Riri Williams (Dominique Thorne)
Crédito: Divulgação/Marvel

Com direção de Sam Bailey e Angela Barnes, e roteiro principal de Chinaka Hodge, Coração de Ferro tem um elenco talentoso que inclui Lyric Ross, Alden Ehrenreich, Regan Aliyah, Manny Montana, Matthew Elam e Anji White.

A minissérie foi dividida em dois
blocos de lançamento no streaming:
24 de junho: Episódios 1, 2 e 3
1º de julho: Episódios 4, 5 e 6

Agora que os três primeiros episódios estão no ar, é hora de conversar sobre o impacto, ou a surpreendente falta dele, que Coração de Ferro está causando.

Riri Williams (Dominique Thorne)
Crédito: Divulgação/Marvel

Dominique Thorne retorna como Riri Williams. Na minissérie, ela acaba de ser expulsa do MIT e precisa voltar para casa, em Chicago. Querendo recursos para tocar seus projetos, ela se envolve com Parker Robbins / Capuz e seu grupo de criminosos, que estão roubando grandes milionários.

Parker Robbins (Anthony Ramos)
Crédito: Divulgação/Marvel

Os três primeiros episódios estrearam de uma vez, e prometiam desenvolver melhor a protagonista. No entanto, ao final deles, o que sobra são mais perguntas sobre o futuro do MCU do que interesse real por Riri.

Isso acontece porque a Marvel ainda insiste em olhar para frente, se preocupando mais em plantar pistas do que em desenvolver o presente. Claro que isso faz parte da chamada “Fórmula Marvel”, e ainda agrada quem gosta de teorizar e prever o que vem no futuro. Mas, até o momento, Coração de Ferro falha em não focar na sua protagonista interessante, com uma trajetória própria a ser contada.

Riri retorna quase como uma anti-heroína, acreditando que os fins justificam os meios. Está se tornando uma criminosa na tentativa de construir projetos que, no futuro, protegerão as pessoas, mas a que custo? Essa dualidade se perde nesse início, quando um nome volta a rondar o mundo Marvel. Sim, estou falando de MEPHISTO.

Crédito: Marvel Comics

Talvez esse seja o maior “vem aí” do MCU. Falado há anos, ele nunca pareceu tão próximo de dar as caras quanto agora, considerando todo o mistério envolvendo o personagem de Anthony Ramos. Parker Robbins está envolvido com magia, e nada melhor do que a ciência para confrontá-la, ainda que essa trama talvez funcionasse melhor em uma série como Agatha Harkness, por exemplo.

No fim das contas, o que mais se comenta desde a estreia é sobre a possível aparição de Mephisto, e os dilemas e a força de Riri Williams ficam de coadjuvante. Isso pode fazer com que, assim como no filme que a apresentou, ela acabe se tornando esquecível diante do próximo “grande evento” da Marvel.

O começo da minissérie pouco empolga. Mas ainda há tempo para que o coração da história encontre seu verdadeiro ritmo, porque Riri Williams tem tudo para ser uma grande heroína do MCU, e merece ser a protagonista do seu próprio legado.

Confira o trailer de Coração de Ferro:

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