O novo filme dos produtores Andy e Barbara Muschietti, dos filmes e da série de It: A Coisa, estreia nos cinemas nesta semana e com certeza vai te matar… de tanto rir!
Bem-vindos ao The Virgil, um edifício altamente exclusivo em Nova York que abriga um grupo seleto das pessoas mais ricas e influentes da cidade, mas que parece esconder um segredo sinistro. É nele que Asia (Zazie Beetz) chega para trabalhar como camareira, mas com intenções que vão além de procurar um novo emprego. Quando tudo se revela, a noite guarda muita ação e mortes pelo caminho; Asia terá que sobreviver aos inquilinos que querem matá-la.

Alta intensidade. É isso que define o filme dirigido pelo russo Kirill Sokolov. O diretor cria um ambiente que não para nunca, misturando cenas de ação empolgantes e mortes gráficas e violentas com uma tom divertidíssimo. O filme, de pouco mais de uma hora e meia, tem como clara intenção te levar em uma viagem sem paradas, prendendo a sua atenção na história sem que você tenha muito tempo para pensar nela. A jornada aqui é muito mais importante que a origem ou o destino. É puro entretenimento.
Já quando o olhar se afasta da ação, é fácil notar as fragilidades e conveniências da história. O roteiro se preocupa em criar um motivo para tudo, sem se importar em manter ou desenvolver o mistério que dá início ao filme. Apesar de visualmente instigante, a trama é muito previsível.
É fácil entender que essa despreocupação em criar uma história mais complexa é proposital: a forma é mais importante que o conteúdo, e é aqui que o filme se destaca.
Com várias referências a vários filmes do gênero e uma clara inspiração em Tarantino, o longa já arranca pedaços de corpos logo nos primeiros minutos, mostrando a que veio. Mas ele não se escora apenas em ser violento; existe uma preocupação em fazer isso bem. As cenas de ação e luta são muito bem executadas e, em conjunto com a fotografia e o som, deixam tudo ainda mais interessante de assistir. Cada movimento de câmera é pensado para nos fazer sentir parte da ação, e isso é excelente.

Poucos personagens têm algo a dizer, até porque nós praticamente não os conhecemos. Eles são apenas peças desse grupo que comete os assassinatos no prédio para justificar o próprio poder. A lógica é basicamente um “fazemos porque é assim que tem que ser”. Até visualmente eles acabam parecidos, já que o figurino é uma grande capa que os deixa todos iguais. E, mesmo com alguns rostos conhecidos como Tom Felton e Heather Graham, acaba tendo pouca importância quem eles são. Patricia Arquette é quem ganha um pouco mais de destaque por ser a personagem que explica tudo na história, sempre entregando o máximo que o papel permite.

O que complementa tudo isso é a comédia, que o transforma no famoso “Terrir”. O longa é extremamente divertido, de arrancar gargalhadas em meio aos absurdos que comete. Na saída da sessão de pré-estreia, muitos comentários comparando a obra a O Urso do Pó Branco foram comuns, o que dá uma ideia do que o público pode esperar.
Eles Vão Te Matar mistura terror, ação e comédia de forma excelente, e se torna um daqueles filmes que com certeza vão render um ótimo dia de diversão no cinema.
